Autor de "Van Halen Rising" fala de sua pesquisa sobre os primeiros anos da banda


Os primeiro anos da história do Van Halen sempre foram um tanto obscuros. Havia buracos e perguntas sem resposta. Até agora. Pois é exatamente esse período, de 1973 a 1978, que o livro "Van Halen Rising: How a Southern California Backyard Party Band Saved Heavy Metal", de Greg Renoff, vasculha e descobre em suas mais de 400 páginas.

O escritor passou cinco anos pesquisando, entrevistando e juntando material para a obra que chega às estantes - norte-americanas, em inglês - em outubro deste ano. Mas Greg Renoff vem dando teasers, em forma de bônus, tanto no site oficial do livro, quanto noTumblr e ainda em longos textos publicados na internet. Se inscrevendo no site oficial você ainda recebe emails com mais histórias e informações adicionais.

Conversamos com o autor para saber como foi essa pesquisa, para descobrir qual, afinal, é a mágica do Van Halen e também para saber se o livro sai em português. Abaixo você fica sabendo um pouco mais sobre esse trabalho, antes dele ser lançado.



Quanto tempo levou a pesquisa para o livro e como você escolheu quem seriam os entrevistados?

Greg Renoff:
 Eu comecei a pesquisa em 2009 e terminei de escrever o livro no final de 2014. Eu ainda estava pesquisando material no verão passado [no meio de 2014], então a pesquisa durou cinco anos. Eu comecei entrevistando o dono de um clube que contratou o Van Halen em 1975 e ele sugeriu que eu conversasse com algumas garotas que participaram de um concurso de "camiseta molhada" enquanto a banda tocava no palco do local.

Depois disso, entrei em contato com o pessoal de Pasadena, onde o Van Halen começou a carreira em 1973. Eu consegui entrevistar pessoas que cresceram com os irmãos Van Halen e com David Lee Roth e até com algumas pessoas que contrataram a banda para tocar em seu quintal na época. No final da pesquisa, eu havia conversado com o baixista Michael Anthony e com muitas pessoas-chave próximas à banda, como o produtor Ted Templeman, o engenheiro de som Donn Landee e o empresário Marshall Berle.

No site do livro, www.vanhalenrising.com, você lista muitas questões sobre os anos iniciais do Van Halen. O livro consegue responder a todas elas?

GR:
 Sim. Para mim, as questões mais importantes eram: Em que tipo de buscas musicais David Lee Roth e os irmãos Van Halen se meteram antes de se conhecerem? Como a banda se formou lá em 1973? O que aconteceu quando os irmãos fizeram a parceria com Lee Roth? Como a banda se tornou tão poderosa a ponto de superar uma apresentação do Black Sabbath em 1978? Essas questões, junto a muitas outras, estão respondidas no livro em detalhes.

O livro fala sobre o início da banda. Você planeja continuar essa história?

GR:
 Eu quero muito escrever a sequência de "Van Halen Rising...". Eu penso que, embora a história do Van Halen depois de 1978 seja bem familiar para os fãs de rock, há muito mais para contar a respeito de como a banda foi de um grupo de jovens ambiciosos à maior banda do mundo na metade dos anos 1980.

E você descobriu qual a mágica que tornou o Van Halen tão grande? A banda ainda tem essa mágica?

GR:
 Eu acho que a mágica veio de muito trabalho junto ao talento musical. A maior revelação sobre o Van Halen que tive escrevendo o livro foi entender o quanto esses caras trabalharam para chegar lá. Nessa era de sucessos ao estilo "American Idol", que surgem do dia para a noite, é difícil imaginar uma banda trabalhando tantos anos como um grupo cover, sendo rejeitada pelo empresário do Kiss, Bill Aucoin, e não desistir. Outro fato inegável é que Eddie Van Halen e David Lee Roth formam uma combinação mágica, especialmente quando escreviam canções e estavam juntos nos palcos na era de ouro da banda.

Eu acho que a banda ainda tem capacidade de me dar arrepios e fazer um grande show. Eu penso, no entanto, que a ausência do baixista Michael Anthony faz com que percam muito em comparação ao que a banda tinha a oferecer naqueles tempos.

Depois de pesquisar tanto sobre a banda, conversar com tanta gente, você vê o Van Halen de forma diferente?

GR:
 Eu vejo a banda como aquela que evoluiu musicalmente em vez de ficar a mesma desde o início em 1973. Quando David Lee Roth se juntou ao Van Halen, os irmãos gostavam de tocar músicas do Black Sabbath e do Grand Funk. Roth preferia o material do James Brown e do Billy Preston. Levou um tempo, mas quando essas duas visões musicais se fundiram, o Van Halen nasceu.

Você tem publicado muito material na internet: no Medium, no Tumblr... Isso aumenta as expectativas a respeito do livro. O que as pessoas estão falando? Que tipo de retorno você tem recebido dos fãs?

GR:
 Mesmo que o livro tenha mais de 400 páginas, eu não conseguiria colocar no livro tudo aquilo que coletei durante minha pesquisa. Mas eu sei que os fãs do Van Halen almejam por histórias inéditas sobre sua banda favorita. Então prometi preencher as lacunas com todo o meu material sobre o Van Halen. O que não entrou no livro, será publicado no Tumblr do Van Halen Rising ou compartilhado com a lista VIP do Van Halen Rising.

Quanto à publicação do texto sobre a história com o fotógrafo Helmut Newton, minha intenção era dar um gostinho de qual tipo de histórias o livro contém. Como o livro vai até 1978, o episódio com Helmut Newton não é parte do livro. Então eu acho que os fãs do Van Halen irão apreciar que eu esteja tentando compartilhar tudo o que eu posso sobre a história da banda.

Essa história do Helmut Newton, particularmente, gerou uma quantidade incrível de discussões. Eddie Trunk compartilhou e eu acabei ganhando uma porção de leitores e seguidores que a adoraram.

Você tem planos de publicar o livro em outras línguas, quem sabe em português?

GR:
 Eu sei que a editora, a ECW Press, irá buscar parcerias para edições em outras línguas. Então é bastante provável que o livro tenha uma tradução para o português.

Fonte: TDM.

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