Roger Watters apresenta ópera no Brasil
Não tem nada a ver com rock, deixou claro o baixista Roger Waters em entrevista que concedeu na segunda-feira (29) em São Paulo sobre sua ópera "Ça Ira - Há Esperança", encenada pela segunda vez no Brasil. Em 2008, houve uma montagem dirigida por Caetano Vilela em Manaus. Nesta quinta-feira, nova versão estreia em São Paulo com direção cênica assinada por André Heller-Lopes. A rejeição ao rótulo vem de uma série de críticas sobre a incursão de Waters, ex-Pink Floyd, pelo universo da música clássica. "Na verdade, de rock essa obra não tem nada. Essa é um sinfonia pop para orquestra", diz. Waters compôs a partitura, a partir de libreto original do francês Etienne Roda-Gil, entre 1998 e 2005. Allan Kozinn, do "New York Times", em crítica publicada em 2005, aponta que, analisada como ópera, a obra de Waters retorna a velhas formas, sem acrescentar nada original. Em resposta, Waters diz não ser entusiasta da música erudita contemporânea ou moderna...